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A ÚLTIMA DISTOPIA


Formada em jornalismo, Karol Barbosa estreia na literatura, resgatando fantasmas que ainda assombram a civilização.

Jornalista e produtora de conteúdos, Karol Barbosa estreia na ficção com 2215: Comunidade Gama. A história se passa em uma comunidade autossuficiente, no início do século 23, uma época de privações e escassez de recursos. Leia, a seguir, a entrevista cedida pela autora ao Chá de Leitura.


BLOG > Karol, como você descobriu a sua vocação para escrever?

K. BARBOSA > Acredito que eu tinha 8 anos. Eu pegava os cadernos da minha mãe e começava a inventar as minhas próprias histórias. A ideia de criar um mundo me fascinava.


BLOG > Já leu algum livro que te marcou de um modo especial?

K. BARBOSA > 12 dias para atualizar a sua vida, de Tiago Brunet. Foi depois desse livro que decidi voltar a escrever.


BLOG > Você se inspirou em outras fontes, como livros e filmes, para escrever a obra? Ou começou a partir do zero?

K. BARBOSA > A história da Comunidade Gama veio depois de um sonho maluco que tive com uma garota passando de uma casa para a outra através de um porta que conectava com a casa vizinha.


BLOG > Como você encara a literatura? O que ela significa para você?

K. BARBOSA > Eu acredito que os livros mudam as pessoas. Quem não lê fica alienado e acredita em tudo o que vê. São os livros que nos ajudam a encarar o mundo e nos mostram como refletir sobre as coisas do mundo.


"Eu acredito que os livros mudam as pessoas. Quem não lê fica alienado e acredita em tudo o que vê. São os livros que nos ajudam a encarar o mundo e nos mostram como refletir sobre as coisas do mundo."


BLOG > O seu livro resgata temas importantes, como o papel da mulher na sociedade, por exemplo. Como você enxerga essa relação entre a arte e o mundo? A literatura é capaz de, ao mesmo tempo, entreter e conscientizar as pessoas sobre os problemas atuais?

K. BARBOSA > Sim!!! Esse é meu principal propósito como escritora. Gosto de abordar temas para conscientizar as pessoas (principalmente jovens e adolescentes) de uma forma leve e dinâmica.


BLOG > Como você define Isabela Ávila, a protagonista do romance?

K. BARBOSA > No início da trama ela não se conhece, não tem uma identidade. Ela apenas é aquilo que as pessoas dizem para ela ser. Mas, no decorrer da história, ela descobre a força que ela tem e que ela é livre pra ser o que quiser.


BLOG > A personagem Isabela Ávila é uma moça sensível, que descobriu na arte uma forma de se expressar. Ao pintar suas telas, ela exprimia suas emoções, em especial sua dor. Na sua opinião, a arte pode ser um remédio contra o sofrimento e as agruras da vida?

K. BARBOSA > Com certeza. A arte é essencial para a gente lidar com a vida. Seja a escrita, a dança, o teatro, a música, a pintura… Sem arte a gente fica preso na nossa rotina e esquece de viver de verdade.


BLOG > A história se passa em uma comunidade patriarcal, regida por valores machistas: a comunidade Gama. Nela, as mulheres são duramente impactadas: enquanto umas são destinadas ao trabalho nas lavouras, outras se tornam meretrizes ou esposas dos condes, os patriarcas das famílias ricas. Existe alguma semelhança entre a comunidade Gama e a sociedade em que vivemos?

K. BARBOSA > Eu diria que a sociedade Gama é um ampliação exagerada da nossa sociedade atual. Como, por exemplo, o Conde Ávila ter uma amante e isso ser totalmente aceitável. Hoje em dia, o casamento não é visto como algo a ser zelado e conquistado e, assim, a traição é supervalorizada.



BLOG > A história acontece em uma época longínqua, no século 23, quando os recursos naturais são escassos no planeta. Você acredita que os nossos filhos e netos vão se deparar, no futuro, com uma realidade semelhante? Ou isso só acontece no universo da ficção?

K. BARBOSA > Acredito que não teremos tanta liberdade com os nossos recursos naturais como hoje. Assim como a pandemia do Coronavírus mudou o mundo, a escassez de alguns recursos naturais também vai mudá-lo.


BLOG > Por que as pessoas devem ler o seu livro?

K. BARBOSA > O livro “2215- Comunidade Gama” não é só um livro de ficção. Ele vai ajudar as pessoas a pensarem sobre os seus valores e o rumo que a nossa sociedade está caminhando.

As pessoas não devem ler só porque me conhecem ou gostaram da capa, mas devem ler porque querem pensar mais sobre o papel da mulher na sociedade e sobre o verdadeiro significado de ser livre.




> Siga a autora nas suas redes sociais: Instagram, Wattpad e Futuro Leitor.



FICHA DO LIVRO



Título: 2215: Comunidade Gama

Edição:

Ano: 2020

Número de páginas: 216


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