• Chá de Leitura

A ESPANHA DIVIDIDA AO MEIO


A guerra fratricida que devastou a Espanha na década de 1930 é o objeto deste livro. De forma sucinta, mas sem perder o rigor e a objetividade, a historiadora Helen Graham analisa não só as causas e as consequências daquele conflito, mas também a memória recente das "velhas feridas que o regime franquista se recusou [...] a permitir que cicatrizassem."

A Guerra Civil Espanhola (1936-39) pôs, frente a frente, dois projetos de sociedade antagônicos: de um lado, o programa liberal e modernizante da República, que acolhia a liberdade de pensamento e as diferenças de gênero e de religião, por exemplo; do outro, um programa excludente e autoritário, que rejeitava a diversidade em nome da tradição, da hierarquia e de uma suposta "identidade nacional". Foi este último programa, de cunho fascista e ultraconservador, que acabou prevalecendo na Espanha graças à vitória das forças encabeçadas pelo general Franco.

A repressão e a violência - tanto física quanto psicológica - instauradas pelo regime de Franco marcaram profundamente a sociedade espanhola. Servindo-se de denúncias, expurgos e do trabalho escravo, o novo regime segregou milhares de pessoas dentro do país. Segundo Graham, ele se empenhou "ativamente em construir uma divisão maniqueísta dos espanhóis entre vencedores e vencidos".

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