• Chá de Leitura

CIDADE FEBRIL

Atualizado: 2 de Nov de 2020


Capa da obra Cidade febril, editada

pela Companhia das Letras

Nesta obra, fruto de uma pesquisa árdua e exaustiva, Sidney Chalhoub, num tom descontraído e bem-humorado, detém-se na sociedade carioca da segunda metade do século 19, abordando a relação desta com as políticas de saúde pública que vigoraram na época, bem como as tensões e os conflitos decorrentes dessa relação.

Dessa forma, ao analisar temas dispersos, mas visceralmente ligados entre si, o historiador envereda por algumas hipóteses na tentativa de apreender relações complexas que envolvem, de um lado, concepções populares sobre doença e cura e, de outro, os conhecimentos médicos - pretensamente legítimos - a respeito dessas questões. Nessa empreitada, Chalhoub aborda, por exemplo, o antagonismo entre médicos infeccionistas e contagionistas, a influência das religiões afro-brasileiras na medicina popular e nas concepções de doença e cura (como no culto a Obaluaiê, orixá da varíola), a resistência do povo aos métodos de vacinação do governo e a perseguição dos higienistas, especialmente a partir da década de 1870, aos cortiços e outras habitações populares (vistas, em geral, como locais imundos e contaminados, focos de "miasmas" e epidemias).



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